segunda-feira, 3 de setembro de 2007

"Alô, Alô minha Campina Grande, quem te viu e quem ti vê..."

Algumas matérias, dos nossos telejornais locais, vêm me chamando a atenção pela preocupação em relatar um pouco da história da nossa cidade. Não mostrando apenas os feitos dos homens da política e de “elite”, afinal a história de uma cidade está para além dessa discussão que envolve apenas uma parcela pequena da população. As experiências históricas se dispersão em meio a todos os grupos sociais que constituem uma cidade expressas em suas diversas práticas sociais, culturais...
Não me lembro bem o dia, mas, ao assistir um dos programas da TV Borborema, apreciei uma matéria sobre a história dos cemitérios em Campina Grande, em que foi explorado um pouco da trajetória dessa prática na cidade. As pessoas tiveram a oportunidade de saber que os cemitérios, como se apresentam hoje, são espaços não tão antigos assim, são resultados de exigências do processo de higienização do espaço urbano.
Há dois anos atrás também tive a supressa de vê em uma matéria da TV Paraíba o papel que o Açude de Bodocongó teve para a população local durante algumas décadas. Na ocasião o saudoso Historiador Fábio Gutemberg falava da importância do açude tanto, no que diz respeito, ao abastecimento de água na cidade, quanto para a diversão dos campinenses de outrora.
Nessa perspectiva também foi elaborada uma matéria no parque do povo em plena festa de São João que explorava o cenário do arraial, que na ocasião fazia uma homenagem às antigas ruas da cidade. O mesmo Fábio Gutemberg contava as curiosidades e práticas vivenciadas pelos campinenses em ruas como a Rua das Barrocas, Rua da Pororoca, entre outras.
Matérias como estas nos proporcionam um lugar de reconhecimento com a nossa própria história local. E estarem associadas às matérias diárias quebra um pouco o peso das notícias meramente informativas.
Outras poderão ser feitas. Fontes de pesquisa e informação não faltam...nossas universidades estão cheias de trabalhos prontos para serem explorados e compartilhados com a comunidade e os meios de comunicação em massa tem esse papel.
Parabéns aos profissionais que buscam sempre caminhos inovadores na prática de se fazer jornalismo. O “BÊ” A “BÁ” todos conseguem fazer. Ir além é para os criativos, ousados e destemidos. Jornalismo também se faz com poesia, maestria e a arte no seu fazer diário.

2 comentários:

Plinio disse...

É isso aí, Silvia. Concordo com você. E incentivo a sua pessoa, como jornalista e historiadora a buscar ajudar a acender o sentimento de anterioridade que só a história têm.É através disso que se forma uma identidade e se reafirma culturas tão expressivas e peculiares como a nordestina e a campinense. Grande abraço!

Fernando disse...

Muito bem, Silvia! Resgatar a historia é antes de mais nada uma maneira de tentar compreender as transformações da sociedade e ter também o conhecimento de nossas raízes, e você de maneira simples mas não menos importante nos lembra que Campina Grande, como qualquer outro lugar, possui uma história, o qual muitas vezes cai no esquecimento do público.
Um grande abraço!